cia passo a 2 de teatro


A cia passo a 2 de teatro dedica-se à investigação cênica em diálogo com outras linguagens artísticas, incluindo nesse mergulho um olhar para questões pedagógicas e que abarcam uma terapêutica dos sentidos. Surgida do encontro de alunas e professoras na Escola Livre de Teatro de Santo André (2008), mantém um trabalho corporal, vocal e musical regular, vinculado ou não a espetáculos, focando estados performativos e a trama atuação-palavra (cantada e/ou falada).

Com um núcleo principal, composto por Maria Cordélia e Juliana Monteiro, tem efetuado trocas com artistas e pesquisas afins para a realização de seus trabalhos.

Diretora, atriz e professora 

Juliana é professora nos cursos de graduação em Teatro e no Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da UFSJ. É Bacharel em Artes Cênicas e Doutora em Artes da Cena pela UNICAMP, além de Mestra em Artes pela USP. Entre 2002 e 2013, integrou o corpo docente da Escola Livre de Teatro de Santo André. 

Como diretora, já assinou montagens como Medea Mina Jeje, de Rudinei Borges, com atuação de Kenan Bernardes (SP); A cidade das miragens (Movère); Peça coreográfica I e II (NAPI – SJDR); Rua dos Errantes (4 na rua é 8 – Jacareí); Os meninos e as pedras, de Antônio Rogério Toscano, com o Núcleo Entrelinhas de Teatro — espetáculo premiado (Prêmio APCA e FEMSA Coca-Cola 2006 de Melhor Espetáculo Jovem e Melhor Autor; indicação ao Prêmio FEMSA Coca-Cola 2006 de Melhor Direção); e Nekropolis, direção de Gustavo Kurlat (4º FENTEPIRA — Prêmios Destaque para Elenco, Encenação, Projeto Sonoro e Dramaturgia). 


Já colaborou com artistas, grupos e núcleos como:
 • Maria Clara Ferrer — Levantes – ações para estar sobre a Terra – Caixa Preta (UFSJ)
• Adilson Siqueira — Rizoma (Murundum Grupo de Extensão – Dança Contemporânea/UFSJ)
• Antônio Rogério Toscano — Bielski (Cia. Levante — indicado ao 5º FENTEPIRA de Direção e Criação de Partitura Expressivo-corporal)
• Márcia Abujamra — Notas da Superfície (Núcleo de Dramaturgia do SESI)
• Cibele Forjaz — Sacrifício (Núcleo Experimental de Teatro do SESI)
• Newton Moreno — Deus Sabia de Tudo e Não Fez Nada, Assombrações do Recife Velho (Os Fofos Encenam...), Fronteiras (Núcleo Experimental de Teatro do SESI)
• Abílio Tavares (Grupo TUSP) — Horizonte, A Arrombada (Prêmios de Melhor Espetáculo e Melhor Direção – V Festival de Teatro de Americana), Interior 

Como atriz, Juliana atuou em: 

Por visões (2019-2025), direção de Maria Clara Ferrer
Peça para ouvir (2023), direção de Luís Firmato
Material Cassandra (2018), direção de Maria Cordélia
Medeia – uma paisagem (2012), direção de Bernadete Alves
Onishi não pode dançar (2008/2009), direção de Marcelo Soler — apresentado no Kazuo Ohno Dance Studio, Yokohama, Japão
Mulheres no escuro (2004), direção de Stela Tobar
Horizonte (2002), direção de Abílio Tavares
O pássaro do poente (1999), direção de Dino Bernardi
Primeiras estórias (1995/96), direção de João das Neves
• Diversos trabalhos na Boa Companhia (1992–1999), sob direção de Verônica Fabrini: Otelo, Doroteia (Prêmio de Melhor Atriz — XIII Campanha de Popularização de Teatro de Campinas), A busca do cometa, Performances de rua, O banquete (Prêmios de Melhor Espetáculo e Elenco no Sesi Curta Teatro de Sorocaba e no Leituras Dramáticas em Limeira), Love me, O Sr. Puntilla e seu criado Matti
Os Cegos (1995), direção de Maria Thaís
Nossa Cidade (1993), direção de Reinaldo Santiago 

Juliana navega entre ensino, criação e atuação com a mesma dedicação com que acompanha a evolução de cada processo artístico — buscando sempre a precisão do gesto, a potência do coletivo e a beleza do risco. 

Atriz, cantora e professora
Maria Cordélia é graduada em Canto Popular e Mestra em Artes da Cena pela Unicamp, com uma aventura acadêmica em Bogotá na Maestría Interdisciplinaria en Teatro y Artes Vivas. Atualmente, segue firme como doutoranda em Teatro na Universidade Federal de São João del Rei (MG). Sua formação artística também passa pelo Núcleo de Formação 10 do Ator da Escola Livre de Teatro de Santo André e pelo Curso Técnico em Canto do Conservatório Padre José Maria Xavier, em São João del Rei (MG).

Para completar o combo vocal-corpo-alma, fez especialização em Canto e Cantoterapia na Escola do Desvendar da Voz e estudou Música do Círculo — aquela que junta improvisação vocal, percussão corporal e música como desenvolvimento humano.

Como atriz, já trabalhou sob direção de nomes como Cacá Carvalho (Aquela Infância Toda, Eu nunca mais vou voltar por aí - 2015), Gustavo Kurlat (Nekropolis — premiado no FENTEPIRA e contemplado pelo PROAC - 2009), Denise Weinberg (Como é que você acha que vai ser o futuro? - 2007) e Chico Cabrera (Panos e Lendas - 2009). Seus trabalhos circularam por São Paulo, Minas Gerais e também por festivais na Colômbia (Girardot, Cali e Bogotá).

Na direção e preparação vocal, Maria Cordélia assinou montagens como Peça para ouvir, direção de Luís Firmato (2023); Medea Mina Jeje, direção de Juliana Monteiro (2018); Material Cassandra, direção dela mesma (2018); Odisséia, do Teatro da Pedra (2018); Se esvai, direção dela mesma (UFSJ, 2017); e A cidade das miragens, direção de Juliana Monteiro (2015). 

Na docência, foi professora de fala cênica no CEFART em Belo Horizonte (2025), e de voz e musicalidade nos cursos de graduação em teatro da Universidade Estadual do Paraná (2020) e da UFSJ (2019-2020). Em 2011, foi bolsista do CAT — Centro de Aperfeiçoamento Teatral — aprofundando o trabalho artístico-pedagógico do artista educador. Também integrou o Programa de Apoio Didático nas aulas de canto da professora Regina Machado na Unicamp (2015). 

Sua pesquisa atravessa caminhos pedagógicos, artísticos e terapêuticos que relacionam corpo-voz, atuação teatral e os processos que antecedem e permeiam o treinamento: ética, atenção, autocuidado. Um mergulho constante nos vínculos entre arte, presença e transformação.